Ali Klemt · Minha História
Uma vida construída em torno de pessoas.
Esta não é uma biografia. É uma linha do tempo emocional — das raízes gaúchas à decisão de assumir a vida pública. Uma história contada em capítulos, com o tempo que cada memória merece.
Raízes
Sou Aline Leal Fontanella Klemt. Gaúcha, brasileira e italiana. Filha de Cides Fontanella e Cristina Ibañez Leal, cresci em uma família que me ensinou, pelo exemplo, que liberdade, responsabilidade e serviço ao próximo caminham juntos.

Mais tarde, ao iniciar uma nova etapa da minha vida profissional, passei a ser conhecida como Ali Klemt. Essa mudança de nome representou muito mais do que uma escolha de comunicação: marcou uma transformação pessoal e uma nova forma de viver o meu propósito. Mas essa parte da história eu conto mais adiante.


Também sou neta de Pedro Américo Leal, um homem público que dedicou sua vida ao Rio Grande do Sul, e sobrinha de Mônica Leal, cuja trajetória política igualmente fez parte da minha formação. Cresci ouvindo conversas sobre cidadania, responsabilidade e compromisso com a sociedade. Talvez por isso a política nunca tenha sido um assunto distante dentro de casa. Sempre a enxerguei como uma forma legítima de servir às pessoas.


"A política nunca foi um assunto distante. Sempre a enxerguei como uma forma legítima de servir."
A família que me formou
Mas, acima de qualquer sobrenome ou trajetória pública, tive o privilégio de crescer em uma família sólida, amorosa e presente. Foi dentro de casa que aprendi valores que jamais abandonei: honestidade, disciplina, respeito, trabalho e responsabilidade.
É por isso que acredito profundamente que a família é a primeira e mais importante instituição de uma sociedade. Não porque essa seja apenas uma convicção, mas porque essa foi a minha própria história.

Em 2009, encontrei um companheiro para dividir a vida. Casei-me com Patrick Jan Georg Klemt, meu marido, parceiro e grande incentivador.
Ao longo dos anos construímos uma família baseada em amor, respeito, liberdade e confiança mútua. Essa parceria sempre foi o alicerce que me permitiu sonhar alto, empreender, enfrentar mudanças e assumir novos desafios.

Justiça, conhecimento e uma nova direção
Minha formação em Direito nasceu do desejo de compreender como a Justiça pode transformar realidades. Mais tarde, o mestrado ampliou meu olhar sobre cultura, memória e patrimônio humano.

Durante muitos anos atuei como advogada, até compreender que meu propósito ia além da advocacia tradicional. Decidi fazer uma transição de carreira em busca de uma atuação mais ampla — capaz de informar, conectar pessoas e gerar transformação.
Foi nesse momento que nasceu também a Ali Klemt.


Passei a integrar a bancada do Atualidades Pampa, programa de debates da televisão aberta que me apresentou ao grande público. Ali encontrei um espaço para defender aquilo em que acredito: liberdade, justiça, responsabilidade e cidadania.
Sempre procurei fazer isso com firmeza, mas sem abrir mão da sensatez, do respeito e da capacidade de ouvir.
"É possível defender convicções sem abrir mão do respeito. É possível discordar sem desumanizar."
Quando um sonho virou movimento
Ao mesmo tempo nasceu o universo Aliadas. Vieram:
- Clube Aliadas
- Instituto Aliadas
- Programa Aliadas
- Podcast Papo Sério
- Livro Imparável
- Prêmio Aliadas




Cada projeto surgiu da mesma convicção: pessoas fortalecidas transformam famílias, comunidades e sociedades inteiras.


Quando a solidariedade ganhou endereço
Foi desse compromisso com as mulheres que nasceu o Abrigo Aliadas, um projeto que ocupa um lugar muito especial na minha história. Mais do que oferecer um teto, ele foi pensado para acolher mulheres em situação de vulnerabilidade com dignidade, respeito e oportunidade de recomeçar.

Sempre acreditei que solidariedade verdadeira não é apenas aliviar uma dor momentânea, mas criar condições para que cada pessoa reconstrua sua própria vida. O Abrigo Aliadas representa exatamente isso: transformar cuidado em ação concreta e esperança em novos começos.
Card destacado
"Cuidar também é construir caminhos para recomeçar."
Ao longo dessa caminhada tive também o privilégio de participar da mobilização que possibilitou a obtenção de uma doação de R$ 1 milhão do governo de Taiwan, destinada à reconstrução dos lares de mais de 500 famílias gaúchas após as enchentes.



Esses momentos reforçaram uma convicção que carrego comigo: boas ideias só fazem sentido quando se transformam em ações concretas.
A maternidade mudou tudo
Mas houve um momento que transformou definitivamente a minha forma de enxergar o mundo. A maternidade.

Com o nascimento do Thomas e, anos depois, do Henri, compreendi algo que nenhuma faculdade poderia ensinar. Ser mãe me mostrou que nada é mais importante do que proteger uma criança.
Foi nesse momento que nasceu aquilo que costumo chamar de meu "sangue nos olhos" pela Justiça. Passei a olhar para cada decisão pública pensando nas consequências para quem ainda não pode se defender sozinho.
Crianças não votam.
Não fazem lobby.
Não ocupam espaços de poder.
Dependem de adultos que tenham coragem de protegê-las. Grande parte das causas que hoje defendo nasce exatamente dessa consciência.
"Ser mãe me mostrou que nada é mais importante do que proteger uma criança."
O chamado para a vida pública
Foi justamente essa trajetória que me conduziu à vida pública. Eu não precisava entrar na política. Minha carreira estava consolidada. Minha vida seguia um caminho seguro.

Mas representar tantas mulheres, tantas famílias e tantas pessoas que passaram a confiar em mim trouxe também uma responsabilidade. Percebi que já não bastava comentar decisões tomadas por outros. Era hora de ajudar a construí-las.


Hoje continuo sendo exatamente a mesma pessoa que sempre fui. A diferença é que agora decidi levar essa forma de agir para onde as decisões são tomadas.
Acredito que a política pode voltar a ser um espaço de coragem, preparo, diálogo e serviço. E acredito, acima de tudo, que cada transformação começa quando uma pessoa comum decide assumir a responsabilidade de fazer a sua parte.
"Minha entrada na vida pública não é um ponto de partida — é a consequência natural de toda uma trajetória."